Análise foliar retrata o estado nutricional das lavouras e permite melhorar o manejo

Laudo técnico que auxilia na tomada de decisões de fertilização pode ser resgatado por pontos na Rede AgroServices


Uma das formas mais eficientes de avaliar a situação da lavoura é por meio da análise foliar. As folhas ajudam a identificar visualmente problemas na plantação e uma análise mais detalhada permite melhorar o manejo. A análise em laboratório é capaz de apresentar dados objetivos e confiáveis no laudo técnico que retratam bem o estado nutricional das plantas. “A folha reflete o estado nutricional que foi absorvido do solo pela planta”, afirma Ana Godoi, consultora técnica do laboratório IBRA.

A análise foliar é uma importante ferramenta para aperfeiçoar o manejo de fertilidade durante a safra, com o objetivo de garantir que a planta esteja bem nutrida e saudável para produzir mais. “A partir da análise química vai se verificar como está a distribuição nutricional da planta. Conseguimos fazer uma diagnose do estado da folha e verificar possíveis deficiências”, diz Ana. Para auxiliar o produtor no manejo nutricional, a Rede AgroServices oferece serviços de análise foliar que podem ser resgatados por pontos na plataforma, confira as ofertas aqui.

 

Tipos de análise foliar

Existem diferentes tipos de análise foliar. O serviço pode identificar a presença de material orgânico, avaliar resíduos de herbicidas e inseticidas nas folhas e frutos e também há análises fitopatológicas, para identificar fungos e doenças, por exemplo. O IBRA é um laboratório parceiro da Rede AgroServices que oferece o serviço de análise foliar de fertilidade. “O produtor pode descobrir o que há de nitrogênio, fósforo e outros elementos. Se ele fez adubação com boro, pode saber o quanto a planta absorveu, por exemplo”, explica Ana.

 

Amostragem

O produtor deve ter cuidado durante a coleta das amostras de folhas para garantir que o laudo do laboratório seja eficaz. De acordo com a consultora técnica, um dos erros de amostragem que podem ocorrer é a coleta de folhas em estágios diferentes de desenvolvimento da lavoura, o que pode gerar interferências nos resultados. “Outro problema que acontece é o cliente enviar uma amostra com número de folhas inferior ao recomendado e não termos a quantidade suficiente pra fazer todas as análises”, diz Ana Godoi. “Mas se o produtor seguir as metodologias de amostragem, seguindo o que é preconizado para a coleta de folhas, ele consegue ter um diagnóstico correto pela análise foliar.”

A coleta das folhas deve estar alinhada aos objetivos do produtor. Se o intuito é verificar se a plantação está se desenvolvendo bem de forma geral, o agricultor pode coletar folhas de diferentes talhões durante a amostragem. Porém, se o objetivo é investigar um problema específico, como por exemplo a ocorrência de folhas amareladas, a coleta das folhas deve ser mais criteriosa e em área bem delimitada, somente no local onde haja a suspeita de deficiência nutricional. “Assim, o resultado do laboratório vai conseguir identificar qual problema está ocorrendo na cultura. O produtor tem que ter a consciência de coletar as folhas da maneira correta”, diz Ana.

A recomendação do laboratório é enviar amostras de folhas com peso entre 70 e 100 gramas. Essa regra vale para todas as culturas. Mas, sempre que possível, o ideal é que o produtor conte com o acompanhamento técnico de um engenheiro agrônomo para traçar os objetivos da análise foliar de acordo com o manejo durante a safra e orientar sobre a metodologia de coleta adequada para a fazenda. “Para uma interpretação agronômica mais aprofundada, a análise foliar pode ser complementada com os resultados de análise de solo”, diz Ana.

 

Embalagem e transporte

No laboratório, as amostras são higienizadas e qualquer material biológico ou orgânico presente na folha é eliminado. No entanto, as folhas não podem apresentar fungos, por isso o produtor deve ter cuidado com a embalagem e transporte das amostras. “A folha não pode chegar embolorada ao laboratório porque fungos existentes no bolor podem alterar a concentração de nutrientes e mascarar os resultados da análise. Não avaliamos folhas com bolor ou em estágio avançado de decomposição”, explica Ana Godoi.

A umidade em excesso causa bolor e deteriora as folhas. Não é recomendado coletar as amostras em dias chuvosos. O IBRA também orienta que as amostras devem ser enviadas em embalagens de papel. Caso a embalagem seja plástica, é necessário incluir furos para evitar o excesso de umidade. Além disso, pede-se que o produtor seque as folhas coletadas com papel toalha e mantenha as amostras na geladeira até o dia do envio para o laboratório. “A folha muitas vezes apresenta uma umidade natural. Se a amostra demorar 8 dias para chegar e vier em embalagem plástica fechada, por exemplo, é possível que a folha degrade mais rapidamente. A ressalva é secar um pouco a folha antes de enviar para que não chegue deteriorada no laboratório”, explica a consultora técnica. O ideal é que as amostras cheguem ao laboratório o mais rápido possível. As folhas podem ser entregues pessoalmente em postos de coleta do IBRA ou enviadas pelos Correios.

O IBRA realiza análises químicas de qualquer tecido vegetal. A análise pode ser realizada com folhas, frutos e sementes e há diferentes demandas atendidas atualmente pelo laboratório. Além da avaliação do estado nutricional das folhas, o serviço pode ser contratado para verificar a qualidade de sementes adquiridas pelo produtor, pode avaliar raízes e caules de plantas, analisar o estado nutricional de hortaliças e até mesmo investigar a composição de frutos como o limão e o mamão, por exemplo. O produtor pode resgatar o servico de análise foliar por pontos na Rede AgroServices. O serviço é resgatado por amostra, independentemente da cultura avaliada.


Saiba como contratar o serviço de análise foliar por meio do resgate de pontos na Rede AgroServices.

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COPYRIGHT © REDE AGRO S.A - Última atualização: 12/07/2019 (1.0.2987)